Manter a vacinação em dia é mais que um ato de responsabilidade é um ato de amor. As vacinas têm o intuito de proteger os pets de doenças infecciosas, contagiosas e até fatais. É de suma importância a aplicação das vacinas, pois é através delas que imunizamos nossos pets combatendo vírus e bactérias que muitas vezes levam o animal a óbito.

Qual a importância da vacinação para o pet?

Antes das vacinas muitos pets morriam de raiva, cinomose, hepatite, leptospirose, parvovirose e de complicações decorrentes dessas doenças. As vacinas são fabricadas com vírus e/ou bactérias mortas, inativadas e fragmentadas em alguns casos e não causam doenças, mas tem a função de preparar o sistema imunológico do organismo a se defender. Isso faz com que o corpo desenvolva o que é chamado de “memória imunológica”, ou seja, que produza os anticorpos especializados em combater aquela determinada doença, antes mesmo do animal ser acometido pelo vírus ou pela bactéria causadora dela.

Durante um tempo o sistema de defesa mantém em atividade a produção de anticorpos, porém com o passar do tempo essa habilidade se deteriora sendo então necessário a revacinação anual. Ela vai proteger o seu pet de diversas doenças, mesmo que ele venha a ter contato com o agente causador da enfermidade.

Quando aplicar a primeira vacina em cães e gatos?

A vacinação é indispensável para os filhotes. Logo ao nascerem, eles contam com os anticorpos maternos passados de mãe para filho através da amamentação. Com o passar do tempo, os anticorpos começam a desaparecer e é chegada a hora da vacinação. Deixar os filhotes sem as vacinas é muito perigoso pois nesta fase o sistema de defesa ainda é muito frágil. Agora é a hora de saber quando essas vacinas devem ser aplicadas.

No geral, aos 45 dias de vida, o felino já deve receber a primeira dose.

1ª dose – é aplicada quando o animal tem entre 45 a 60 dias de vida. Nessa fase o filhote já deve ter sido vermifugado e estar em perfeitas condições de saúde.

2ª dose – é aplicada após o intervalo de um mês da primeira dose.

3ª dose – a partir da segunda dose é necessário aguardar mais um mês para aplicação da terceira dose. Alguns veterinários aproveitam e aplicam também a primeira dose da vacina antirrábica neste período.

Reforço anual – esse reforço será aplicado a vida toda anualmente. A contagem de tempo é feita a partir da aplicação da terceira dose.

As vacinas essenciais para os gatos são aquelas que protegem contra o parvovírus felino (FPV), o calicivírus felino (FCV) e o herpesvírus felino 1 (FHV1). Nas áreas do mundo onde a infecção pelo vírus da raiva é endêmica, a vacinação contra este agente deve ser considerada essencial para ambas as espécies, mesmo se não houver exigência legal para a vacinação de rotina. As vacinas de cães e gatos podem ser divididas em dois tipos: de natureza “infecciosa” ou “não infecciosa”.

É possível que seu felino tenha reações após a aplicação das vacinas, saiba quais.

As reações mais frequentes de vacinas em gatos são:
Vômito, diarreia, febre, perda do apetite e o local onde foi aplicado pode ficar ressaltado.
Em geral, esses sintomas duram apenas nas primeiras 24 horas desaparecendo naturalmente, caso permaneça consulte seu veterinário.

Em cães a primeira dose se inicia a partir de 60 dias de vida.

1ª dose – vacina múltipla ou polivalente V8 e V10 a partir 6 semanas

2ª dose – gripe canina e giárdia a partir de 8 semanas

3ª dose – antirrábica a partir de 12 semanas

Reforço anual – esse reforço será aplicado a vida toda anualmente.

Embora não sejam consideradas essenciais a vacinação de cachorro contra leishmaniose, gripe canina e giárdia podem ser recomendadas pelo médico-veterinário quando o animal está exposto a um risco maior de contrair a doença. Cachorros que passam muito tempo em locais fechados com outros cães ou que moram na região litorânea, por exemplo, devem ser imunizados contra a leishmaniose.

As vacinas essenciais para os cães são aquelas que protegem contra o vírus da cinomose canina (CDV), o adenovírus canino (CAV) e as variantes do parvovírus canino tipo 2 (CPV-2).

Cachorros também apresentam reações após serem vacinados?

Não é comum haver reação em cachorros após a vacinação, porém em alguns casos eles podem apresentar dores no corpo, aumento da temperatura e inchaço no local da aplicação. Porém se o cachorro apresentar qualquer um desses sintomas, leve-o imediatamente a uma clínica veterinária para atendimento:

  • edema (inchaço) de face e pescoço;
  • agitação;
  • salivação excessiva;
  • vômitos;
  • tremores.

Mesmo com as vacinas em dia, o pet pode contrair doenças?

Sim, em alguns casos as vacinas podem não surtir o efeito esperado deixando o animal suscetível ao contágio da doença ao qual ele já foi imunizado. Isso pode ocorrer porque a vacina é pouco imunogênica. A baixa imunogenicidade pode ser consequente a uma série de fatores que vão desde a fabricação até a administração no animal, isso ocorre com baixíssima frequência.

Os fatores pós-fabricação, tal como o armazenamento ou transporte incorreto e o manuseio da vacina na clínica veterinária, podem resultar na inativação de um produto contendo vírus vivo modificado. O animal pode ser pouco responsivo. Nesse caso, o seu sistema imunológico do pet não reconhece os antígenos vacinais. Como a responsividade imunológica é geneticamente controlada, há suspeita de que certas raças caninas sejam pouco responsivas. Outros fatores que interferem na eficiência da vacinação estão relacionados às características individuais, como saúde, controle parasitário, raça, ambiente em que vive, estilo de vida e se o animal tem hábito de viajar.

Pode atrasar a vacinação do pet?

A resposta será clara e objetiva: NÃO!

A vacinação precisa ser realizada dentro do período recomendado pelo veterinário e pelo calendário. Acontece que a imunização só se dá por completa quando respeitados os intervalos e períodos propostos. Mantenha a carteira do seu pet atualizada e se alguma estiver atrasada é imprescindível procurar o médico veterinário o mais rápido possível para tomar as medidas cabíveis.

Pets adultos adotados podem ser vacinados?

Sim, porém é preciso que, antes da aplicação da vacina, ele seja examinado pelo médico-veterinário. Assim, o profissional poderá avaliar a condição de saúde e se está apto para receber os diferentes tipos de vacinas essenciais.

Cães e Gatos idosos podem ser vacinados?

Antes de aplicar as vacinas em animais idosos, é importante passar por um exame físico detalhado. O médico-veterinário auscultará o pulmão e o coração para identificar alguma doença. O profissional também vai avaliar qual contato o animal tem com outros animais e se tem exposição à rua antes da aplicação das vacinas. Em suma, a vacina é indicada, mas só depois de um bom exame para avaliar a saúde do peludo. Em alguns casos, dependendo do problema, pode ser que a vacinação não seja indicada naquele determinado momento.

Mantenha a carteirinha de vacinação do seu amigo peludo em dia!

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